Estamos em apologeta.blogspot.com
Agradeço a todos que atualizarem.
Agradeço a todos que atualizarem.
Sempre gostei de aprender, leio muito, deste pequeno, acho que efeito dos muitos livros que me cercavam em casa.
Mas como em todo vício, saturado pela continuidade, as doses ficam insuficientes e devem crescer, com isto, a necessidade de ler mais, aprender mais, vai exigindo um conhecimento cada vez mais profundo. E este conhecimento mais profundo exige princípios mais aprofundados. E chega um momento que, parece-me, cada frase lida exige um novo conhecimento, que deve ser buscado, e o “conhecimento todo” fica mais longe, com mais etapas para ser compreendido.
Parece-me, que após cada nova leitura, há mais coisas a ler, e o tempo para isto diminuiu. E na flor dos 35 anos já não sei se poderei ler tudo que almejo.
Lembro-me de uma estória que falava do animal de estimação mais frustrado do mundo, uma tartaruga, que de tanto conviver com um cachorro, adquiriu deste o mesmo tique, correr atrás e morder os pneus dos carros que passavam.
Só um desabafo!
Comentários em apologeta.blogspot.com.
Não há mais como continuar, além dos limitados recursos, a velocidade “sofrível” torna muito complicado manter o blog neste endereço, torna um stress quase diário editar um post ou configurar qualquer coisa no blog.com.
Por isso, o apologeta agora será encontrado em http://apologeta.blogspot.com.
Durante algum tempo manterei as postagens nos 2 endereços, só enquanto a paciência suportar.
E com um serviço triste como esse, eles ainda tem a coragem de me oferecer um serviço “Premium” :-/
Então vamos a ela, a VERDADE.
Nosso conceito de verdade vem de 3 origens: do grego “aletheia“, significando: não-oculto, não-escondido, não-dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta (se dá a conhecer) aos olhos do corpo e do espírito (razão); a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, que é o encoberto, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão; do latim “veritas” que se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com detalhes, pormenores e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos, refere-se a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais; do hebraico “emunah” que significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.
Aletheia se refere ao que as coisas são; veritas se refere aos fatos que foram; emunah se refere às ações e as coisas que serão. A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três fontes e por isso se refere às coisas presentes (como na aletheia), aos fatos passados (como na veritas) e às coisas futuras (como na emunah). Também se refere à própria realidade (como na aletheia), à linguagem (como na veritas) e à confiança-esperança (como na emunah).[1]
Num debate discute-se(através da linguagem) idéias, e conceitos, nestes a mais simples definição de verdade é :
Verdade é a perfeita conformidade entre a idéia de um ente e este ente, ou seja Verdade é a conformidade do conhecimento com o real.[2]
A verdade é universal - não importa o lugar ou a época, 2+2 = 4 e não muda ainda que a maioria venha a dizer que é 5.
A verdade é objetiva - não depende do sujeito que conhece(tem a idéia) e sim do objeto conhecido.
A verdade é uma só - não podemos ter duas “representações exatas de um ente” diferentes entre si.
A verdade não depende do que eu acho, ou do que você acha, ou do que a maioria acha; se eu, você, ou mesmo a maioria absoluta, acharmos que o sol é frio, ele não vai dar pelotas, não vai comprar um cachecol, e vai continuar sendo o que é.
Quem desenvolve uma idéia que não condiz com a realidade é louco. E eu já começo achar que vivo em um hospício amplo e liberal.
É possível que cada um tenha a sua opinião, mas opinião é uma idéia não fundamentada, ou seja é uma idéia que alguém forma, sem conhecimento real do objeto, opinião é o ACHO e não a VERDADE.
O que eu ACHO não vale nada, o que você ACHA não vale nada, e o que a maioria ACHA não vale nada, vale o que é, vale a verdade.
Alguém tem outra?
[1] Convite a Filosofia - Marilena Chaui - Un. 3 Cap. 3
[2] Dic Michaelis - Versão Eletrônica - “Verdade”
“Crente e incrédulo, cada qual a seu modo, participam da dúvida e da fé, caso não se ocultem de si mesmos e da verdade de sua existência” (J. Ratzinger).
“Aconteceu uma vez… Produziu-se uma incêndio num circo, situado perto de uma cidadezinha do interior. O diretor enviou um palhaço, que estava trajado para o espetáculo, para informar o que estava acontecendo, ao povo da cidade. O palhaço tentou convencer às pessoas reunidas na praça, para que fossem ajudar no circo, apagar o incêndio que se havia produzido em suas instalações. Os gritos do palhaço foram interpretados como um truque do ofício. Não conseguiu convencer a ninguém. Aplaudiam-lhe e riam até as lágrimas. Ele, porém, fez tudo o possível para convencer o povo que não era ficção, nem truques do ofício, senão que se tratava de uma dura e triste realidade. Suas lágrimas apenas conseguiam o efeito de intensificar as risadas daqueles que o viam e escutavam. O espetáculo durou até que o fogo se alastrou por toda a cidadezinha. A ajuda chegou tarde. Infelizmente, o circo e a cidade foram devastados pelas chamas”.(Conto de Soren Kierkegaard)
“A linguagem defasada da fé assemelha-se a essa imagem: vestidos com roupas de palhaço, fazemos rir as pessoas em vez de anunciar-lhes a boa-nova de Jesus Cristo.” (comentário de J. Ratzinger ao conto de S. Kierkegaard)
No fundo de todo cristão dorme um ateu que a qualquer momento pode acordar e fazer perguntas fatais a quem nunca pensou em profundidade sua fé. (J. B. Libanio)
Comentários baseados no livro ”Introdução ao Cristianismo” de J. Ratzinger, que pode ser encontrado AQUI.
Vou tentar esclarecer aqui a “temática” e a razão da criação da seção “Eles não nos Indicam“, que suscitou alguns “desgostos” explicitados nos comentários recentes a este blogue.
Em primeiro lugar, como disse no post anterior é uma peça de humor, mas não sómente, nem tão simples assim. De forma nenhuma é um ato de “deboche” e menos ainda de desrespeito com os blogues ali incluidos. Tampouco é alguma forma de vingança ou coação.
Cada um tem o direito de gostar ou não do que digo, e portanto tem o direito de ajudar ou não a divulgar o que digo. Mas, também acredito que, o debate é crucial para o engrandecimento do conhecimento, do senso crítico, da razão como um todo.
Por acreditar tanto no debate, quando encontro idéias interessantes, capazes de suscitar um debate também interesante, vou ajudar a divulgar estas idéias, ainda que não concorde com as mesmas, principalmente por não me considerar “dono da verdade”, até, por acreditar que, se a idéia for errada o debate tratará de depurá-la.
Mas tenho de me reservar o direito de discordar delas(as idéias erradas), de forma que, com certa dose de humor, criei uma seção para isto, uma forma de divulgar a idéia, suscitar o debate, e deixar claro que eu não a indico, ou seja não concordo com ela.
Que Deus de a todos em abundância os dons da Sabedoria e do Discernimento, e uma pitada de humor, que não fará mal a ninguém, e que a paz do Senhor nos alcance a todos.
Recentemente andei por alguns blogs católicos, e deixei uma mensagem, pedindo a eles que incluissem o endereço do Apologeta em suas indicações, alguns deles visitaram este blog e deixaram comentários, todos declinando da possibilidade de nos indicar, pois discordam das idéias aqui apresentadas. A eles agradeço a gentileza da resposta.
Em especial ao Antonio, que, além de responder, também aceitou debater. A ele digo que com certeza vou revisitar a Unitatis Redintegratio e a Lumem Gentium e posto aqui um novo capítulo deste debate.
Trocando de alhos para bugalhos, como eu sou do tipo que “perde o amigo mas não perde a piada”, vou mudar a nossa seção de blogs parceiros, vou dividi-la em 3 partes, a saber:
Dispensa comentários
Amanhã será publicada a exortação apostólica pós-sinodal “Sacramentum Caritatis“, Falando da “Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja“.
Neste documento Bento XVI deve pedir ou ordenar, e eu espero que ele ordene, algumas alterações liturgicas, para corrigir e coibir abusos durante a celebração da missa, entre eles:
Alguns acreditam que este documento seja uma preparação para um motu próprio a ser publicado, talvez ainda na quaresma, que irá liberar amplamente o uso do missal antigo, nós estamos em oração para que não lhe falte coragem, e que dele se afastem os lobos.
Antes de tudo, que bom ve-lo por aqui! Mas vamos as suas perguntas:
AMOR é uma palavra complicada, nossa língua portuguesa que tanto encanta por ter belas palavras que não são encontradas em outras línguas, como “luar” e “saudade”, fica nos devendo uma tradução mais adequada para certas palavras do grego, língua em que foi escrito o novo testamento. Por exemplo, existem pelo menos 4 palavras só no grego que são traduzidas como AMOR no português, eros(atração física), filia(amor de amigo), storge(amor de família) e agape(amor incondicional como o de Deus pelos homens), e isto é facilmente percebido no nosso dia-a-dia, você por exemplo, ama seu pai e sua namorada de formas muito distintas.
Mas o AMOR ao próximo se traduz facilmente, AMOR ao próximo é CARIDADE, e na doutrina católica a caridade se faz com 14 obras de misericórdia, que são 7 corporais e 7 espirituais:
Ademais, devo amar ao próximo como Cristo nos amou, entregando sua vida por nossa salvação, nosso bem maior. Amar ao próximo é querer seu bem maior, sua salvação, e a salvação não existe fora da igreja católica, isto é dogma de fé, quem não crer nisto é anátema.
Portanto, por amor ao próximo, devo desejar e agir com todas as minhas forças para que ele alcance a salvação, ensinando-o, corrigindo-o e aconselhando-o, e, se ele não se encontra unido ao corpo de cristo, levando a ele o conhecimento da igreja verdadeira, a que salva, a Católica Apostólica Romana.
A pergunta não me pareceu suficientemente clara, então respondo da forma que entendi. O perdão será dado àqueles que o buscam, arrependidos pelos pecados que cometeram, com firme propósito de não mais pecar, e que confessem seus pecados. Mas lembre-se, Deus deu a cada um de nós razão e discernimento, e devemos usá-los para buscar a verdade que é Cristo. Permitir que a verdade se obcureça por causa de nossas paixões mundanas é grave pecado contra o primeiro mandamento.
- e qto ao sentimento de união com o pecador (e não o pecado) ?
Todos somos pecadores, acredito que você fala aqui de uma união com os não católicos, assim entendendo, lhe respondo: Não há união entre a virtude e o pecado, são frutos da luz e das trevas respectivamente, e não se pode unir luz e trevas, onde a luz chega acabam as trevas, onde há trevas não há luz. A luz e as trevas não convivem, não unem-se, não dialógam, o erro deve ser corrigido e a verdade deve ser ensinada. Jesus não pediu que os apóstolos fossem e dialogassem, ordenou ele: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações” Mt 28,19. Quem ensina, ensina a verdade, e a verdade é uma só: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” Jo 14,6, quem ensina a verdade leva a luz: ”Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas” Jo 8,12.
Portanto que quero eu com os “pecadores”? Quero levar-lhes a luz, quero que saiam das trevas, quero que conheçam a verdade, “conhecereis a verdade e a verdade vos livrará” Jo 8,32. Quero que saibam que só há uma igreja verdadeira, com uma única doutrina verdadeira, e vou repetir esta igueja é a Católica, e as demais estão contra ela: “Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha.” Mt 12,30.
Um santo natal a todos.
Alessandro Martini
A dois dias eu estava participando de uma novena e surgiu o assunto, a salvação pode ser encontrada em qualquer igreja? Durante a conversa lembrei-me de um artigo que havia lido: “BRASIL: ¿HACIA LA NUEVA RELIGIÓN UNIVERSAL?.“; A notícia fala da realização em Brasília entre os dias 6 e 10 de Dezembro do “primeiro Fórum Espiritual Mundial, um novo passo no sentido de contruir uma nova religião planetária a serviço da Nova Ordem Mundial”, com destaques para a participação do EX-Frei Leonardo Boff, do Arcebispo de Brasilía Dom João Braz de Aviz, e outros nomes como: Nestor Masotti, Presidente da Federação Espiritista Brasilera (FEB); Raúl de Xangô, da Tradição Africana; Sheikh Nasser Abou Jokh, do Centro Islámico de Brasilia e Timothy Mulholland, reitor da UnB (Universidade de Brasilia). Uma versão em portugues do artigo pode ser encontrada no site da Associação Cultural Montfort sob a referencia ”Bacigaluppi, Juan - Noticias Globales - “Brasil: Em direção a nova Religião Universal?“ “.
Haveria muito a argumentar sobre isto, mas, com muito mais autoridade, o Papa Pio XI já falou sobre isto na Encíclica “Mortalium Animus”; Alguns trechos vou transcrever aqui, destacando em azul as partes que considerar mais relevantes.
Após falar da unidade do genero humano e da ânsia universal pela paz e fraternidade entre os homens, diz o Papa:
2. A Fraternidade na Religião. Congressos Ecumênicos
Entretanto, alguns lutam por realizar coisa não dissemelhante quanto à ordenação da Lei Nova trazida por Cristo, Nosso Senhor.
Pois, tendo como certo que rarissimamente se encontram homens privados de todo sentimento religioso, por isto, parece, passaram a Ter a esperança de que, sem dificuldade, ocorrerá que os povos, embora cada um sustente sentença diferente sobre as coisas divinas, concordarão fraternalmente na profissão de algumas doutrinas como que em um fundamento comum da vida espiritual.
Por isto costumam realizar por si mesmos convenções, assembléias e pregações, com não medíocre frequência de ouvintes e para elas convocam, para debates, promiscuamente, a todos: pagãos de todas as espécies, fiéis de Cristo, os que infelizmente se afastaram de Cristo e os que obstinada e pertinazmente contradizem à sua natureza divina e à sua missão.
E segue afirmando:
3. Os Católicos não podem aprová-lo
Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império.
Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira religião, eles repudiam-na e gradualmente inclinam-se para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo. Daí segue-se claramente que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas afasta-se inteiramente da religião divinamente revelada.
Se todas as religiões estão certas, e contradizem-se, não há religião verdadeira, e se devo escolher entre os erros, posso escolher religião nenhuma, chegando assim racionalmente ao ateísmo. Desta forma o Papa explica:
7. Só uma religião pode ser verdadeira: A revelada por Deus
Fomos criados por Deus, Criador de todas as coisas, para este fim: conhecê-lO e serví-lO. O nosso Criador possui, portanto, pleno direito de ser servido.
Por certo, poderia Deus ter estabelecido apenas uma lei da natureza para o governo do homem. Ele, ao criá-lo, gravou-a em seu espírito e poderia portanto, a partir daí, governar os seus novos atos pela providência ordinária dessa mesma lei. Mas, preferiu dar preceitos aos quais nós obedecêssemos e, no decurso dos tempos, desde os começos do gênero humano até a vinda e a pregação de Jesus Cristo, Ele próprio ensinou ao homem, naturalmente dotado de razão, os deveres que dele seriam exigidos para com o Criador: “Em muitos lugares e de muitos modos, antigamente, falou Deus aos nossos pais pelos profetas; ultimamente, nestes dias, falou-nos por seu Filho” (Heb 1,1 Seg).
Está, portanto, claro que a religião verdadeira não pode ser outra senão a que se funda na palavra revelada de Deus; começando a ser feita desde o princípio, essa revelação prosseguiu sob a Lei Antiga e o próprio Cristo completou-a sob a Nova Lei.
Portanto, se Deus falou – e comprova-se pela fé histórica Ter ele realmente falado – não há quem não veja ser dever do homem acreditar, de modo absoluto, em Deus que se revela e obedecer integralmente a Deus que impera. Mas, para a glória de Deus e para a nossa salvação, em relação a uma coisa e outra, o Filho Unigênito de Deus instituiu na terra a sua Igreja.
E assim determina:
8. A única religião revelada é a Igreja Católica
Acreditamos, pois, que os que afirmam serem cristãos, não possam fazê-lo sem crer que uma Igreja, e uma só, foi fundada por Cristo. Mas, se se indaga, além disso, qual deva ser ela pela vontade do seu Autor, já não estão todos em consenso.
Assim, por exemplo, muitíssimos destes negam a necessidade da Igreja de Cristo ser visível e perceptível, pelo menos na medida em que deva aparecer como um corpo único de fiéis, concordes em uma só e mesma doutrina, sob um só magistério e um só regime. Mas, pelo contrário, julgam que a Igreja perceptível e visível é uma Federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes, cada uma delas, a doutrinas opostas entre si.
Entretanto, Cristo Senhor instituiu a sua Igreja como uma sociedade perfeita de natureza externa e perceptível pelos sentidos, a qual, nos tempos futuros, prosseguiria a obra da reparação do gênero humano pela regência de uma só cabeça (Mt 16,18 seg.; Lc 22,32; Jo 21,15-17), pelo magistério de uma voz viva (Mc 16,15) e pela dispensação dos sacramentos, fontes da graça celeste (Jo 3,5; 6,48-50; 20,22 seg.; cf. Mt 18,18; etc.). Por esse motivo, por comparações afirmou-a semelhante a um reino (Mt, 13), a uma casa (Mt 16,18), a um redil de ovelhas (Jo 10,16) e a um rebanho (Jo 21,15-17).
Esta Igreja, fundada de modo tão admirável, ao Lhe serem retirados o seu Fundador e os Apóstolos que por primeiro a propagaram, em razão da morte deles, não poderia cessar de existir e ser extinta, uma vez que Ela era aquela a quem, sem nenhuma discriminação quanto a lugares e a tempos, fora dado o preceito de conduzir todos os homens à salvação eterna: “Ide, pois, ensinai a todos os povos” (Mt 28,19).
Acaso faltaria à Igreja algo quanto à virtude e eficácia no cumprimento perene desse múnus, quando o próprio Cristo solenemente prometeu estar sempre presente a ela: “Eis que Eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos?” (Mt 28,20).
Deste modo, não pode ocorrer que a Igreja de Cristo não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista como inteiramente a mesma que existiu à época dos Apóstolos. A não ser que desejemos afirmar que: Cristo Senhor ou não cumpriu o que propôs ou que errou ao afirmar que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Ela (Mt 16,18).
E segue destacando uma série de argumentos falaciosos, usados com frequencia tanto pelos “pancristãos” quanto pelos “acatólicos”. Resalta que ambos até dispõem-se a estar unidos, mas sem abandonar suas falsas doutrinas, ou seja, algo como um corpo único, separado em partes, esquartejado. E nada pode ser mais esclarecedor do que isto:
10. A Igreja Católica não pode participar de semelhantes reuniões
Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembléias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo.
Mas ao contrário dos que alguns poderiam estar imaginando, nem nós católicos, nem o Papa é contra a união de todos os fiéis, e explica como devemos proceder:
16. A única maneira de unir todos os cristãos
Assim, Veneráveis Irmãos, é clara a razão pela qual esta Sé Apostólica nunca permitiu aos seus estarem presentes às reuniões de acatólicos por quanto não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela.
Dizemos à única verdadeira Igreja de Cristo: sem dúvida ela é a todos manifesta e, pela vontade de seu Autor, Ela perpetuamente permanecerá tal qual Ele próprio A instituiu para a salvação de todos.
Pois, a mística Esposa de Cristo jamais se contaminou com o decurso dos séculos nem, em época alguma, poderá ser contaminada, como Cipriano o atesta: “A Esposa de Cristo não pode ser adulterada: ela é incorrupta e pudica. Ela conhece uma só casa e guarda com casto pudor a santidade de um só cubículo” (De Cath. Ecclessiae unitate, 6).
E o mesmo santo Mártir, com direito e com razão, grandemente se admirava de que pudesse alguém acreditar que “esta unidade que procede da firmeza de Deus pudesse cindir-se e ser quebrada na Igreja pelo divórcio de vontades em conflito” (ibidem).
Portanto, dado que o Corpo Místico de Cristo, isto é, a Igreja, é um só (1 Cor. 12,12), compacto e conexo (Ef. 4,15), à semelhança do seu corpo físico, seria inépcia e estultície alguém afirmar que ele pode constar de membros desunidos e separados: quem pois não estiver unido com ele, não é membro seu, nem está unido à cabeça, Cristo (Cfr. Ef. 5,30; 1,22).
Em resumo, só há uma Igreja verdadeira, fundada por Cristo, Nosso Senhor, na sucessão apostólica, esta Igreja é a Católica, sómente nesta Igreja está a salvação, isto é dogma de fé, quem nega ou põe em dúvida esta afirmação cai em heresia. E o próprio Cristo disse “Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha.” (MT 12,30).