Respostas ao Amigo Neimar (comentário do post anterior)
Antes de tudo, que bom ve-lo por aqui! Mas vamos as suas perguntas:
- E o AMOR ao proximo?
AMOR é uma palavra complicada, nossa língua portuguesa que tanto encanta por ter belas palavras que não são encontradas em outras línguas, como “luar” e “saudade”, fica nos devendo uma tradução mais adequada para certas palavras do grego, língua em que foi escrito o novo testamento. Por exemplo, existem pelo menos 4 palavras só no grego que são traduzidas como AMOR no português, eros(atração física), filia(amor de amigo), storge(amor de família) e agape(amor incondicional como o de Deus pelos homens), e isto é facilmente percebido no nosso dia-a-dia, você por exemplo, ama seu pai e sua namorada de formas muito distintas.
Mas o AMOR ao próximo se traduz facilmente, AMOR ao próximo é CARIDADE, e na doutrina católica a caridade se faz com 14 obras de misericórdia, que são 7 corporais e 7 espirituais:
- As corporais são estas: 1ª. Dar de comer a quem tem fome; 2ª. Dar de beber a quem tem sede; 3ª. Vestir os nus; 4ª. Dar pousada aos peregrinos; 5ª. Visitar os enfermos e encarcerados; 6ª. Remir os cativos; 7ª. Enterrar os mortos.
- As espirituais são estas: 1ª. Dar bom conselho; 2ª. Ensinar quem não sabe; 3ª. Corrigir os que erram; 4ª. Consolar os aflitos; 5ª. Perdoar as injúrias; 6ª. Sofrer com paciência as fraquezas do próximo; 7ª. Rogar a Deus pelos vivos e defuntos.
Ademais, devo amar ao próximo como Cristo nos amou, entregando sua vida por nossa salvação, nosso bem maior. Amar ao próximo é querer seu bem maior, sua salvação, e a salvação não existe fora da igreja católica, isto é dogma de fé, quem não crer nisto é anátema.
Portanto, por amor ao próximo, devo desejar e agir com todas as minhas forças para que ele alcance a salvação, ensinando-o, corrigindo-o e aconselhando-o, e, se ele não se encontra unido ao corpo de cristo, levando a ele o conhecimento da igreja verdadeira, a que salva, a Católica Apostólica Romana.
- e qto ao perdão?
A pergunta não me pareceu suficientemente clara, então respondo da forma que entendi. O perdão será dado àqueles que o buscam, arrependidos pelos pecados que cometeram, com firme propósito de não mais pecar, e que confessem seus pecados. Mas lembre-se, Deus deu a cada um de nós razão e discernimento, e devemos usá-los para buscar a verdade que é Cristo. Permitir que a verdade se obcureça por causa de nossas paixões mundanas é grave pecado contra o primeiro mandamento.
- e qto ao sentimento de união com o pecador (e não o pecado) ?
Todos somos pecadores, acredito que você fala aqui de uma união com os não católicos, assim entendendo, lhe respondo: Não há união entre a virtude e o pecado, são frutos da luz e das trevas respectivamente, e não se pode unir luz e trevas, onde a luz chega acabam as trevas, onde há trevas não há luz. A luz e as trevas não convivem, não unem-se, não dialógam, o erro deve ser corrigido e a verdade deve ser ensinada. Jesus não pediu que os apóstolos fossem e dialogassem, ordenou ele: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações” Mt 28,19. Quem ensina, ensina a verdade, e a verdade é uma só: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” Jo 14,6, quem ensina a verdade leva a luz: ”Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas” Jo 8,12.
Portanto que quero eu com os “pecadores”? Quero levar-lhes a luz, quero que saiam das trevas, quero que conheçam a verdade, “conhecereis a verdade e a verdade vos livrará” Jo 8,32. Quero que saibam que só há uma igreja verdadeira, com uma única doutrina verdadeira, e vou repetir esta igueja é a Católica, e as demais estão contra ela: “Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha.” Mt 12,30.
Um santo natal a todos.
Alessandro Martini
Caro amigo,
apenas alguns reparos. Nas trevas, andamos todos nós. Poucos serão aqueles que não andam nas trevas. Todos somos pecadores, e não é o facto de sermos católicos que passamos automáticamente a andar na luz. Temos um longo caminho para precorrer. E temos de saber dialogar com quem não partilha da mesma fé que nós. Nós podemos estar unidos aos não católicos pela amizade e podemos estar unidos pelo amor. Claro que não devemos aderir às suas práticas. Podemos rezar em conjunto, caso sejam cristãos a sério e não aldrabões tipo certas seitas que para aí andam. Uma coisa é rezar, outra é aderir às práticas e abandonar a nossa fé católica. Há pessoas que não têm a culpa de terem sido educadas na religião budista por exemplo. Será que essas pessoas estão condenadas? Em pior estado estarão os católicos que renegam a sua fé por outras coisas que em nada transmite aquilo que dizem ser.
Resumindo, podemos rezar com os não católicos. Podemos dialogar. Podemos ser amigos. Não podemos é aderir e absorver as suas práticas de modo a fazermos uma fusão.
Espero não ter escrito nada de complicado e confuso.
Não gostei de ver no seu blog a secção dos que não o adicionam no seu blog. Fica a parecer uma vingança para que todos os outros vejam a má vontade dos outros bloguistas. Pode ser que tenha sido com boas intenções e até para ter piada. Mas desde já lhe digo que pelo menos para mim, não caiu muito bem.
Abraço.